Banner do topo
Logo
Translate
Imagem de capa da postagem
Gabrielle

Criação de conteúdos e gestão de redes sociais

ALIADO DE PUTIN AMEAÇA PORTUGAL E ESPANHA: INDÚSTRIAS DE ARMAS PODEM VIRAR ALVOS DA RÚSSIA

Uma declaração de Viktor Medvedchuk, oligarca ucraniano próximo do presidente russo Vladimir Putin, acendeu um alerta na Península Ibérica. O político pró-russo acusou Portugal e Espanha de colaborarem com a Ucrânia no desenvolvimento de mísseis, drones de ataque e outras tecnologias militares. Mais grave: afirmou que as indústrias envolvidas poderão se tornar "alvos legítimos" de ataques de retaliação russos.

 

A declaração foi publicada em 29 de outubro de 2026, em um artigo no portal oficial do movimento Outra Ucrânia, organização liderada pelo próprio Medvedchuk.

 

 

O que Portugal e Espanha estariam fazendo?

 

Segundo Medvedchuk, empresas portuguesas e espanholas estariam desenvolvendo projetos conjuntos com fabricantes ucranianos nas áreas de:

  • Tecnologia e sistemas de mísseis;
  • Drones de ataque;
  • Sistemas de navegação;
  • Outras tecnologias e equipamentos militares.
  •  

O oligarca afirma que essas iniciativas estariam recebendo recursos públicos e que os equipamentos produzidos seriam utilizados em operações contra o território russo.

 

Ele também classificou como "terroristas" os ataques ucranianos em território russo e argumentou que a aproximação entre as indústrias militares ibéricas e ucranianas seria perigosa e contrária aos interesses das populações portuguesa e espanhola.

 

Mas existe um detalhe importante: Medvedchuk não apresentou publicamente provas das acusações, não identificou quais empresas estariam envolvidas e tampouco mencionou contratos ou instalações específicas.

 

 

A ameaça de retaliação russa

 

O trecho mais preocupante da declaração é justamente o que envolve possíveis ataques.

 

Medvedchuk afirmou que a transformação de empresas portuguesas e espanholas em bases de produção de mísseis e drones ucranianos poderia fazer dessas indústrias "alvos legítimos" para ataques de retaliação russos.

 

A declaração representa uma escalada no tom das ameaças contra países europeus que apoiam militarmente Kiev.

 

É importante ressaltar, entretanto, que a ameaça partiu de Medvedchuk, e não foi apresentada como um comunicado oficial do governo russo ou uma confirmação de que Moscou tenha decidido atacar instalações na Península Ibérica.

 

 

Quem é Viktor Medvedchuk, o chamado "compadre de Putin"?

 

Viktor Medvedchuk é um dos nomes mais conhecidos da política ucraniana pró-Rússia. Sua proximidade com Vladimir Putin vai além das relações políticas: o presidente russo é padrinho de uma das filhas do oligarca, em uma cerimônia realizada em São Petersburgo.

 

Medvedchuk ocupou o cargo de chefe da Administração Presidencial da Ucrânia entre 2002 e 2004 e, durante anos, trabalhou para aproximar politicamente e economicamente Kiev de Moscou.

 

Em 2012, criou a organização Escolha Ucraniana, que defendia a entrada da Ucrânia na União Aduaneira liderada pela Rússia, em oposição à aproximação com a União Europeia.

 

Também foi fundador do partido Plataforma de Oposição – Pela Vida, uma das principais forças políticas pró-russas da Ucrânia.

 

Após a invasão russa em fevereiro de 2022, Medvedchuk foi detido pelo Serviço de Segurança da Ucrânia. Em setembro daquele ano, acabou entregue à Rússia em uma troca de prisioneiros.

 

Desde então, vive em território russo e lidera o movimento Outra Ucrânia, que mantém uma posição alinhada aos interesses de Moscou.

 

 

Por que Portugal e Espanha entraram nessa história?

 

A escolha dos dois países não parece casual.

 

Em seu artigo, Medvedchuk também menciona problemas internos da Península Ibérica, como a crise habitacional e o aumento do custo de vida, argumentando que os governos estariam priorizando a cooperação militar com a Ucrânia enquanto suas populações enfrentam dificuldades econômicas.

 

A estratégia é associar o apoio militar a Kiev aos problemas cotidianos dos cidadãos, questionando os custos e os riscos dessa colaboração.

 

O episódio também chama atenção porque amplia o alcance das tensões entre Rússia e países europeus. A guerra na Ucrânia já ultrapassou há muito tempo as fronteiras do campo de batalha, envolvendo sanções econômicas, disputas diplomáticas, segurança energética e investimentos na indústria de defesa.

 

Agora, a possibilidade de instalações industriais em países da União Europeia serem mencionadas como potenciais alvos acrescenta mais um elemento de preocupação.

 

 

O que se sabe até agora?

 

Até o momento da publicação desta notícia, as acusações de Medvedchuk não vieram acompanhadas de evidências públicas que permitam confirmar quais empresas ou projetos estariam envolvidos.

 

Também não houve, nas informações divulgadas sobre o episódio, uma confirmação de que o governo russo tenha adotado oficialmente essa ameaça.

 

Ainda assim, o episódio merece atenção. Portugal e Espanha são integrantes da União Europeia e da OTAN, e qualquer ataque russo contra instalações em seus territórios teria consequências diplomáticas e de segurança muito mais amplas.

 

Uma declaração que poderia parecer apenas mais uma provocação política ganha outra dimensão quando envolve a possibilidade de ataques contra instalações industriais dentro da Europa.

 

A guerra na Ucrânia continua produzindo reflexos muito além de suas fronteiras, e a Península Ibérica acaba de entrar no centro de mais um capítulo dessa tensão.

Tags:

#noticias #mundo #guerra #europa #russia

Comentários (0)